Bom Trabalho (Dir. Claire Denis, 1999) COM JOÃO SILVÉRIO TREVISAN

A Vai e Vem está produzindo a sessão de BOM TRABALHO, de CLAIRE DENIS no SESC Av Paulista – Avenida Paulista, 119, Paraíso SAO PAULO – dia 31/07 às 20h.

João Silvério Trevisan apresenta e debate com o público o filme Bom Trabalho (Beau Travail, Dir. Claire Denis, França, 1999, 93′). O longa-metragem da cineastra francesa se passa em um campo de treinamento militar da Legião Francesa no nordeste da costa africana e narra a história de devoção do sargento Galoup ao enigmático comandante Bruno. Enquanto tentar entender seus conflituosos sentimentos, Galoup tem sua vida drasticamente alterada com a chegada do novo recruta Guilles Sentain.

Escritor, jornalista, dramaturgo, tradutor, cineasta e ativista, João Silvério Trevisan é autor dos livros Devassos no Paraíso (1986), Ana em Veneza (1994) e Pai, Pai (2017), dentre outros. Dirigiu o filme Orgia ou o homem que deu cria (1971), foi um dos criadores do jornal Lampião da Esquina e também um dos fundadores do grupo Somos – importante iniciativa na defesa dos direitos dos homossexuais e descriminalização da homossexualidade na década de 1970.

Vagas limitadas. Retirada de ingressos 1h antes, no térreo.

Local: Arte II (13º andar)
*A capacidade do espaço é limitada de acordo com a montagem de cada atividade.
**Ressaltamos os assentos não são marcados.

A exibição do filme conta com apoio da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, da Embaixada da França no Brasil e do Institut Français.

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Mia Hansen-Løve: o sentimento (feminino) do mundo

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de 2 a 5 e novembro de 2017

O Centro Cultural São Paulo acolhe, de 2 a 5 de novembro, o ciclo cinematográfico Mia Hansen-Løve: O sentimento (feminino) do mundo, uma homenagem à jovem e talentosa cineasta francesa Mia Hansen-Løve.
Serão exibidos todos os cinco longas-metragens que ela dirigiu a partir de 2007: Tudo Perdoado (Tout est pardonné, França, 2007), O Pai dos Meus Filhos (Le Père de mes enfants, França, 2008), Adeus, primeiro amor (Un amour de jeunesse, França/Alemanha, 2010), Éden (França, 2013) O Que Está Por Vir (L’Avenir, França, 2015).
Evento produzido pela Vai e Vem Produções Culturais e Centro Cultural São Paulo, com apoio da Embaixada da França no Brasil.

Programação

02/11/2017 – Quinta-Feira
17:00 – Tudo Perdoado (Tout est pardonné, 2007, 105 min, DCP)
19:30 – O Que Está Por Vir (L’Avenir, 2016, 98 min, DCP)

03/11/2017 – Sexta-Feira
17:00 – Éden (2014, 131 min, DCP)
20:00 – Adeus, Primeiro Amor (Un amour de jeunesse, 2010, 110 min, DCP)

04/11/2017 – Sábado
17:00 – Tudo Perdoado (Tout est pardonné, 2007, 105 min, DCP, )
20:00 – O Pai dos Meus Filhos (Le Père de mes enfants, 2009, 110 min, DCP)

05/11/2017 – Domingo
15:00 – Adeus, Primeiro Amor (Un amour de jeunesse, 2010, 110 min, DCP)
17:30 – Éden (2014, 131 min, DCP)
20:00 – O Que Está Por Vir (L’Avenir, 2016, 98 min, DCP)

Sinopses

Adeus, primeiro amor (Un amour de jeunesse, França/Alemanha, 2010, 110’)
Direção: Mia Hansen-Løve
Direção de fotografia: Stéphane Fontaine
Roteiro: Mia Hansen-Løve
Elenco: Lola Creton, Sebastian Urzendowsky, Magne-Håvard Brekke, Valérie Bonneton
Final dos anos 1990, os adolescentes Camille (Lola Creton) e Sullivan (Sebastian Urzendowsky) vivem a experiência do primeiro amor em toda sua intensidade. Ao mesmo tempo em que passam o verão juntos no interior da França, Sullivan prepara sua viagem de dez meses pela América Latina. Quando ele finalmente parte para cumprir seu plano, resta a Camille se conformar com suas cartas apaixonadas que, aos poucos, vão se tornando cada vez mais raras. A jovem segue em frente com seus projetos. Gradualmente, vai ficando claro o lugar desse grande amor em sua vida.

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Éden (França, 2013, 131’)
Direção: Mia Hansen-Løve
Direção de fotografia: Denis Lenoir
Roteiro: Mia Hansen-Løve, Sven Hansen-Løve
Elenco: Félix de Givry, Pauline Étienne, Hugo Conzelmann, Roman Kolinka, Greta Gerwig
No início dos anos 1990, Paul (Félix Givry) e Stan (Hugo Cozelmann) acompanham de perto a cena da música eletrônica parisiense, em plena ascensão. Enquanto DJs, eles se lançam no subgênero garage house e, em pouco tempo, conseguem aceder à cena internacional. Aos poucos, no entanto, vai ficando claro que a vida de DJ não é compatível com qualquer estabilidade. Stan sai cada vez mais de cena em prol da família, enquanto Paul insiste em investir até onde pode em seu amor pela profissão, porém isso lhe custará muitas frustrações.

O Pai dos Meus Filhos (Le Père de mes enfants, França, 2008, 110’)
Direção: Mia Hansen-Løve
Direção de fotografia: Pascal Auffray
Roteiro: Mia Hansen-Løve
Elenco: Chiara Caselli, Louis-Do de Lencquesaing, Alice de Lencquesaing
Grégoire Canvel (Louis-Do de Lencquesaing) é um produtor de cinema especializado em filmes de autor. Ele aposta alto em seus projetos e não titubeia em assumir grandes riscos financeiros para realizá-los. Enquanto isso, Sylvia (Chiara Caselli), sua esposa, se dedica exclusivamente à gestão da vida familiar do casal. Uma vez que o equilíbrio dele está ancorado no trabalho, a partir do momento em que os débitos acumulados começam a ameaçar a sobrevivência de sua produtora, Grégoire não hesitará em recorrer a medidas extremas.

O Que Está Por Vir (L’Avenir, França, 2015, 100’)
Direção: Mia Hansen-Løve
Direção de fotografia: Denis Lenoir
Roteiro: Mia Hansen-Løve
Elenco: Isabelle Huppert, André Marcon, Roman Kolinka, Edith Scob, Sarah Le Picard
Nathalie (Isabelle Huppert) e Heinz (André Marcon) têm 25 anos de vida em comum e dois filhos. Ambos são professores de filosofia e, amparados pelo conforto de uma relação conjugal madura, parecem ter alcançado uma fase relativamente estável em termos emocional, social e financeiro. Porém, um fato vem abalar esta aparente solidez: Heinz decide deixar a mulher para ir viver com sua amante.

Tudo Perdoado (Tout est pardonné, França, 2007, 105’)
Direção: Mia Hansen-Løve
Direção de fotografia: Pascal Auffray
Roteiro: Mia Hansen-Løve
Elenco: Paul Blain, Marie-Christine Friedrich, Constance Rousseau, Carole Franck
Depois de uma temporada passada em Viena, sua terra natal, Annette (Marie-Christine Friedrich) e seu marido francês, Victor (Paul Blain), decidem retornar a Paris com a filha Pamela. Porém, uma vez nesta cidade, Victor, aspirante a escritor, acaba se perdendo ainda mais no ócio e nas drogas. Sua mulher aceita essa situação por um tempo, até que a ocorrência de certos fatos a obrigam a tomar uma atitude.

Serviço:
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro 1000, Paraíso, São Paulo (a 2 minutos da estação de metrô Vergueiro)
Tel: (11) 3397 4002
E-mail: ccsp@prefeitura.sp.gov.br
Sala Lima Barreto – INGRESSO CINEMA valor: R$2,00

TIO BERNARD – UMA ANTILIÇÃO DE ECONOMIA

http://anti-lecon.com/

A Vai e Vem é responsável pela distribuição do filme no Brasil. Informações pelo email liciane.mamede@gmail.com.

*Documentário, dirigido pelo canadense Richard Brouillette, estreia no dia 30 de junho de 2016, no Centro Cultural São Paulo;

*Será exibido também no Festival do Rio. Veja aqui a programação;

* Traz como figura central o economista Bernard Maris, morto nos atentados ao Charlie Hebdo, em janeiro de 2015, em Paris;

* Cabine de imprensa acontece no Centro Cultural São Paulo, no dia 28 de junho, às 11h.

“ Uma homenagem vibrante e muito comovente à figura de Bernard Maris […]. Para descobrir e entrar na riqueza e na complexidade de um pensamento pleno de pujança e entusiasmo na negação dos dogmas neoliberais. […]  Uma decodificação erudita e elegante do ‘economiquês’, com potencial de colocar em xeque qualquer certeza ».

(jornal Libération)

 

Tio Bernard – Uma Antilição de Economia  (Oncle Bernard – Anti-leçon d’économie, Richard Brouillette, 2015) é um filme em torno do pensamento do economista francês Bernard Maris, também conhecido como Tio Bernard, morto em janeiro de 2015 nos atentados ao jornal hebdomadário Charlie Hebdo, em Paris. Além de editor do semanário, Bernard era economista, professor universitário e autor de diversos livros na área de economia.

Mas, para além das qualificações que podem ser elencadas a partir de seu extenso currículo, o que este documentário do diretor canadense Richard Brouillette deixa transparecer é o quanto Maris era, acima de tudo, um humanista. Pensador não ortodoxo ele pregava, de maneira muito racional, a desconstrução do discurso econômico hegemônico (ou do ‘terrorismo da palavra’, segundo seus próprios termos), denunciando sua incongruência, e se posicionando ferrenhamente em favor de valores coletivos e de bem-estar social: “Se tem duas noções que o capitalismo desconhece”, afirma Maris, “é a noção de bem e mal: o que importa aí é ganhar dinheiro”. A partir daí o que ele faz é esmiuçar, tentar destruir a “aura intocável” do discurso econômico que serve a propósitos opacos e que é difundido todos os dias nos jornais e na televisão em som uníssono.

Um documentário realizado em dois momentos

Inicialmente, a entrevista que Tio Bernard concedeu a Brouillette e à sua equipe no dia 8 de março de 2000 seria mais uma das muitas captadas pelo realizador naquele momento destinadas a compor seu documentário L’Encerclement – La démocratie dans les rets du néolibéralisme [O Cerco – A democracia nas redes do neoliberalismo], de 2008.

Não é preciso, contudo, que assistamos à Antilição de Economia por muito mais do que alguns minutos para percebermos, finalmente, porque Brouillette resolveu dar nova vida a esse precioso material que, apenas em partes, foi utilizado em L’Encerclement. O carisma e a lucidez de Maris são plenamente envolventes e capturam a atenção do espectador de maneira irrefutável.

Entre 2000 (momento da entrevista) e 2015 (quando o documentário é finalizado), o mundo passou por diversas transformações. Mesmo em termos cinematográficos, as transformações foram profundas: Antilição de Economia foi filmado em película 16mm, algo impensável nos dias de hoje.

Para além da excepcional entrevista que Brouillette realiza com Maris, um dos dados mais impressionantes sobre este documentário é justamente a forma como o tempo se torna um de seus protagonistas. Há várias abordagens temporais em Antilição de Economia.

Em primeiro lugar há o tempo da película que tem que ser respeitado: aí, é o cinema que impõe sua própria temporalidade. Na primeira troca de chassi necessária à continuação da entrevista, Bernard Maris se dá conta do que está sob seus olhos e se surpreende genuinamente: “Mas o que é essa câmera?! Mas isso é cinema de verdade! É cinema mesmo! Isso aí não é televisão!”.

Mas, para além da questão da temporalidade cinematográfica, há o peso do tempo histórico. Bernard Maris deu essa surpreendente entrevista em 2000, porém, de tão frescas que são suas palavras, temos a impressão que elas foram proferidas ontem. O mundo ganhou outra cara desde 2000, mas quanto estruturalmente ele mudou, afinal? Em que medida estamos presos a um círculo vicioso que apenas se repete continuamente? Essas são algumas das perguntas passíveis de serem feitas diante desse documentário que, no entanto, não cessa de nos colocar questões.

TIO BERNARD – UMA ANTILIÇÃO DE ECONOMIA

(Oncle Bernard – L’anti-leçon d’économie, documentário, 2015, 16 mm / HD, P&B, 79 min, Canadá/Espanha)

Direção: Richard Brouillette

Produção, realização, montagem: Richard Brouillette

Produtores associados: Denys Desjardins (Les Films du Centaure), Esteban Bernatas (Andoliado Producciones)

Fotografia: Michel Lamothe

Som: Simon Goulet

Trilha sonora: Éric Morin

Sinopse: Bernard Maris, ou melhor “Tio Bernard”, foi morto no atentado terrorista que atingiu a redação do jornal Charlie Hebdo, em Paris, no dia 7 de janeiro de 2015.

A fascinante entrevista com Maris, na qual se baseia este documentário – e que foi colhida no contexto de realização do filme L’Encerclement – La démocratie dans les rets du néolibéralisme [O Cerco – A democracia nas redes do neoliberalismo] (2008), do mesmo realizador -, constitui uma verdadeira antilição de economia, em que o economista pouco ortodoxo desmistifica a abordagem econômica da grande mídia. Sem maquiagem nem artifícios, o realizador deixa o verbo correr e é o discurso dissidente, afiado e atravessado de Maris que se sobrepõe. De forma bastante livre, ele descontrói de maneira contundente os dogmas alardeados por uma certa “ciência econômica”. Erudito e eloquente, porém dono de uma capacidade de traduzir para um discurso fácil e cativante os assuntos mais áridos, Tio Bernard desdobra ao longo deste documentário um pensamento corajoso em sua originalidade que se revela ainda mais valioso nestes tempos de austeridade econômica.

Sobre Bernard Maris

Bernard Maris nasceu em 1946, em Toulouse, sudoeste da França. Logo após a obtenção do título de Doutor em Economia pela Universidade de Toulouse 1, em 1975, se torna professor universitário. Ensinou principalmente no Instituto de Estudos Europeus e na Universidade Paris 8.

Suas frequentes aparições na radio France Inter lhe proporcionaram certa notoriedade em seu país. Em suas colunas no Charlie Hebdo, ele não media palavras para criticar a sociedade de consumo e a própria economia. Seu espírito carismático, porém sempre cáustico, conquistou um público fiel, tanto que algumas de suas obras se tornaram verdadeiros “best-sellers” na França: Keynes ou l’économiste citoyen, La Bourse ou la vie (escrito com Philippe Labarde) e ainda seus Antimanuais de Economia em dois tomos.

Bernard Maris foi morto no ataque ocorrido à sede do jornal hebdomadário Charlie Hebdo em Paris, em 7 de janeiro de 2015.

Sobre Richard Brouillette  

Richard Brouillette é canadense, produtor de cinema, diretor, editor e programador. Ele produziu e dirigiu Too Much Is Enough; Carpe Diem; Encirclement – Neo-Liberalism Ensnares Democracy; Prends garde à la douceur des choses e Oncle Bernard – A Counter-Lesson in Economics. Ele também produziu sete longas-metragens.

 

 

Distribuição:

Vai e Vem Produções

Contatos: liciane.mamede@gmail.com / cecilialara1@gmail.com

https://vaievemproducoes.com/

Assessoria de imprensa:

Serviço:

Estreia dia 30/06/2016, no Centro Cultural São Paulo

Rua Vergueiro, 1000

Ingressos: R$ 1,00

Curso: “Roberto Rossellini e o cinema dos não reconciliados”

Foto: Paisa

Quando: 13 e 14/05/2016, sexta-feira e sábado, das 17h30 às 19h30

Local: Centro cultural São Paulo – Sala de cinema Lima Barreto

Ministrada por: Luiz Carlos Oliveira Junior

Duração total: 4 horas

Entrada gratuita, retirada de senha a partir de 1 hora antes do evento

O curso se dedicará ao período da obra de Rossellini situado entre os filmes Roma, cidade aberta (1945) e Índia (1956). O palestrante procurará abordar como, em pouco mais de dez anos, Rossellini inventou não exatamente uma nova escola estilística ou uma corrente estética, mas, antes de tudo, um novo olhar, uma nova forma de se entender a realidade e o sentido ontológico das coisas mediante sua apreensão cinematográfica. A revolução rosselliniana não nasce somente de um desejo artístico de ruptura com os métodos consagrados pelo cinema da era dos grandes estúdios: se ele experimenta uma outra forma de fazer cinema, é menos por uma postura modernista de rejeição de um modelo anterior do que por necessidades intrínsecas às suas escolhas criativas, que o fazem perceber a inutilidade das regras da dramaturgia e da representação clássicas – baseadas na homogeneidade sem falhas de um universo ficcional autossuficiente e fechado em si mesmo – em face de uma Europa destroçada pela Segunda Guerra e confrontada a uma realidade lacunar, fragmentária, arruinada, aberta para o heterogêneo e o desconhecido. Uma realidade que não podia ser contornada pelas técnicas de mise en scène convencionais, e por isso forçava sua entrada imediata nos filmes, impondo uma abordagem sem excessiva elaboração ou estilização: era chegado o tempo de um cinema radicalmente denotativo e literal, avesso aos significados secundários, pois debruçado sobre uma realidade tão plena de situações absurdas, impenetráveis, obtusas, que fornecer dela uma interpretação muito estruturada já seria um atentado contra sua complexidade (moral, semântica, política) original. Respeitar a realidade primeira das coisas passava a ser, mais do que uma opção formal, uma postura ética diante do mundo.

            A primeira aula estará focada nos filmes Roma, cidade aberta (1948), Paisà (1946) e Alemanha, ano zero (1948). Contrariando o clichê crítico que toma esses filmes meramente como precursores do neorrealismo italiano, tornando-os peças de museu ligadas a um contexto específico/ultrapassado, o intuito desse primeiro encontro será mostrar como eles representam muito mais que isso e permanecem obras atuais. Rossellini inaugura com esses filmes uma estética do esboço, do desconhecido, do inacabado, justamente numa arte, o cinema, que preza pela preparação, repetição, planejamento, acabamento técnico. São filmes em que o diretor italiano está empenhado em destruir os estereótipos hollywoodianos da representação e os códigos da psicologia mais simplista, para se aproximar da verdade das coisas.

            Na segunda aula, analisaremos os filmes que Rossellini realizou com a atriz Ingrid Bergman, e que trazem um novo entendimento do problema da representação, antecipando a Nouvelle Vague e boa parte do que se convencionou chamar de cinema moderno. Por fim, traremos à discussão o filme Índia, de 1956-9, que mescla histórias ficcionais e registros documentais num grande “livro filmado” sobre a civilização hindu e as transformações da Índia contemporânea.

Entremeando as análises críticas e as exposições teóricas, serão exibidos trechos dos filmes discutidos.

Luiz Carlos Oliveira Junior

Crítico e pesquisador de cinema. Autor do livro A mise en scène no cinema: Do clássico ao cinema de fluxo (Papirus, 2013). Doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), sob orientação do Prof. Dr. Ismail Xavier. Ex-editor da revista eletrônica Contracampo. Já colaborou para as revistas Bravo!, Cult, Interlúdio, Paisà e Foco e para o Guia Folha – Livros, Discos e Filmes. Ministrou cursos e oficinas em espaços como Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural São Paulo, CineSESC. Cine Humberto Mauro e Fundação Getúlio Vargas.

Palestra: Uma Conversa sobre Restauração Cinematográfica

Quando: 07/05/2016, sábado, às 17h30

https://www.facebook.com/events/1591061237852386/

Local: Centro cultural São Paulo – Sala de cinema Lima Barreto
dentro da programacao do IL CINEMA RITROVATO ON TOUR – CICLO DE CLASSICOS RESTAURADOS

Ministrada por: Maria Fernanda Curado Coelho

Duração: 2 horas

Entrada gratuita, retirada de senha a partir de 1 hora antes do evento

O Cinema é uma arte mágica que encantou o mundo desde os seus primeiros tempos e, logo nas primeiras décadas de sua existência, estabeleceu-se como um produto muito rentável da
Indústria do entretenimento. No entanto, paralelamente, também cativou artistas, historiadores e apaixonados em geral, que entendiam o cinema como uma forma de arte e de expressão cultural da sociedade. Esse segundo grupo foi responsável pela criação dos cineclubes e, posteriormente, também pelo surgimento dos arquivos cinematográficos em todo mundo.

A compreensão da arte cinematográfica como uma forma de expressão cultural está na base de todo trabalho de restauração e a trajetória destas obras restauradas quase invariavelmente passa por um arquivo, público ou privado. São nessas instituições que os filmes são fisicamente conservados e, graças a elas, seu acesso torna-se possível para as gerações vindouras.

Restaurar um filme vai muito além das técnicas de reconstituir perdas e minimizar danos impostos pelo tempo. É, antes de mais nada, compreender profundamente o filme, a intenção do autor, sua proposta estética, suas influências de época e todo tipo de informação que possa nortear as inúmeras escolhas que são inevitáveis durante o processo de restaurar uma obra de arte. A ética da restauração está justamente em respeitar a obra tal como a concebeu seu autor.

Embora também aborde alguns aspectos técnicos importantes, a palestra “Uma conversa sobre Restauração cinematográfica” pretende tocar nos temas mais gerais, focando nas questões históricas e filosóficas que fundamentam esse tipo de trabalho.

Maria Fernanda Curado Coelho

Com experiência de mais de 30 anos na preservação audiovisual, possui graduação em Cinema, Rádio e TV pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP (1979), pós-graduação Lato sensu em Museologia pelo Instituto de Museologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESP-SP (1988), e é mestre em Ciência da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP. Desenvolveu sua carreira principalmente na Cinemateca Brasileira, onde ingressou em 1979, e trabalhou sobretudo no setor de Preservação, com uma passagem de 8 anos pelo Laboratório de Restauração. Foi Coordenadora de Preservação desta instituição de 2000 a 2008 e em 2014. Na área museológica especializou-se na área da Conservação, atuando essencialmente com acervos audiovisuais. Aposentou-se do serviço público federal em abril de 2015, tendo sido homenageada pelos trabalhos prestados à preservação cinematográfica brasileira no 10° Encontro Nacional de Arquivos e Acervos Audiovisuais Brasileiros/CineOP (Festival de Cinema de Ouro Preto), em Junho do mesmo ano. Atualmente é Presidente do Conselho Regional de
Museologia – COREM 4R.

Sinopses – Il Cinema Ritrovato on Tour

Foto: Roma, Federico Fellini

O Boulevard do crime
(Les Enfants du paradis, Marcel Carné, França, 1944, 189 min.)
Com Arletty, Jean-Louis Barrault, Pierre Brasseur, Maria Casarès
No Boulevard du Temple, onde se encontram os amantes da vida boemia em paris, desenrola-se um tumultuado triângulo amoroso formado por uma atriz, um ator e um mímico. Obra considerada por muitos críticos um dos mais importantes filmes franceses da década de 70.

Carrossel da esperança
(Jour de fête, Jacques Tati, França, 1949, 87 min.)
Com Jacques Tati, Guy Decomble, Paul Frankeur, Santa Relli, Maine Vallée
Um carteiro no pequeno vilarejo de Sainte-Sévère, interior da França, assiste a um documentário sobre o serviço postal norte-americano e tenta copiar o método estaduniense para otimizar seu trabalho.

Carlitos guarda-noturno
(
Easy street, Charles Chaplin, EUA, 1917, 26 min)
Com Charles Chaplin, Edna Purviance, Eric Campbell, Albert Austin
Para impressionar uma bela moça, o vagabundo Carlitos aceita um emprego como guarda-noturno na Easy Street, rua tomada por bandidos, onde apronta diversas confusões.

Carlitos patinador
(The Rink, Charles Chaplin, EUA, 1916, 25 min. a 19 quadros/segundo)
Com Charles Chaplin, Edna Purviance, James T. Kelley, Eric Campbell, Henry Bergman, Lloyd Bacon, Albert Austin, Frank. J. Coleman
Carlitos é convidado para uma festa de patinadores, onde arma uma grande confusão com um dos clientes do restaurante.

A Cor do romã
(Sayat Nova / Nran Guyne, Sergej Paradžanov, Armênia, 1969, 77 min.)
Com Sofiko Čiaureli, Melkon Alekjan, Vilen Galustjan , Georgij Gegečkori, Hovannes, Misasjan, Spartak Bagašvili, Medea Džaparidze, Grigorij Margarjan
Biografia do trovador armênio do século 18 Harutyun Sayatyan, conhecido como Sayat Nova. Uma abordagem lírica de sua vida, obra e de suas ideias, desde a infância até a morte, num mosteiro.

Corrida de automóveis para meninos
(Kids auto races at Venice, Henry Lehrman, EUA, 1914, 7 min. a 16 quadros/segundo)
Com Charles Chaplin, Henry Lehrman, Frank D. Williams, Billy Jacobs, Thelma Salter, Charlotte Fitzpatrick, Gordon Griffith
Primeira aparição do vagabundo chapliniano. Em uma corrida de carros entre garotos na cidade de Venice, aparece Carlitos, espectador que faz de tudo para chamar a atenção do cinegrafista, causando grande frustração no público e nos participantes.

Estrela encoberta de nuvens
(Meghe dhaka tara, Ritwik Ghatak, Índia, 1960, 126 min.)
Com Supriya Chowdhury, Anil Chatterjee, Bijan Bhattacharya, Gita Dey
O filme narra a trágica história de Neeta, paquistanesa vivendo modestamente nos subúrbios de Calcutá.

O Imigrante
(The Immigrant, Charles Chaplin, EUA, 1917, 24 min. a 20 quadros/segundo)
Com
Charles Chaplin, Edna Purviance, Kitty Bradbury, Albert Austin, Henry Bergman
O Vagabundo, que chega aos Estados Unidos como se chegasse à terra prometida – sinônimo de liberdade e de infinitas possibilidades –, acaba por encontrar uma sociedade fechada e puritana, que vê com maus olhos os novos imigrantes e utiliza contra eles as armas tradicionais dos opressores: a riqueza egoísta, a intolerância religiosa e política, a violência a serviço dos privilegiados.

Índia
(India, Matri bhumi, Roberto Rossellini, Italia/França, 1959, 95 min.)
Elenco de atores não profissionais selecionados nos locais de filmagem
Segundo Jean-Luc Godard, o ápice do gênero documentário está neste filme de Rossellini, uma grande obra de investigação sobre a relação do homem com a natureza. Um híbrido entre documentário e ficção.

Paisà
(Itália, Roberto Rossellini, 1946, 120 min.)
Com Carmela Sazio, Robert Van Loon, Dots Johnson, Alfonsino Pasca, Maria Michi , Gar Moore
Narrado em 6 capítulos, o filme trata das relações entre os italianos recém libertados após a Segunda Guerra e os americanos, seus libertadores. Cada capítulo se passa em uma parte da Itália. Filme ícone do neorrealismo italiano.

Pão e chocolate
(Pane e cioccolata
, Franco Brusati, Itália, 1974, 116 min.)
Com Nino Manfredi, Anna Karina,
Johnny Dorelli, Paolo Turco, Ugo d’Alessio
Nino, imigrante italiano na Suiça, faz de tudo para se adaptar a seu novo país. Porém, quase tudo o que faz acaba dando errado, no amor, no trabalho e nas suas relacões pessoais.


Mas… Meu amor não morre!
(Ma l’amor mio non muore!, Mario Caserini Itália, 1913, 80 min.)
Com Lyda Borelli, Mario Bonnard, Camillo de Riso, Maria Caserini, Gianpaolo Rosmino
Um dos mais famosos filmes da primeira fase do cinema silencioso italiano. Lyda Borelli, com sua aparição neste filme, é considerada a primeira diva do cinema. O general Julius, acusado de traição, se suicida. Sua filha Elsa, sem casa nem dinheiro, perambulsa pelas ruas até iniciar uma carreira de atriz e performer.

Roma
(Roma, Itália/França, Federico Fellini, 1972, 130 min.)
Com Peter Gonzales, Fiona Florence, Marne Maitland, Federico Fellini, Anna Magnani, John Francis Lane, Gore Vidal, Britta Barnes, Pia De Doses
Fellini mistura passagens autobiográficas com cenas do cotidiano de Roma: sua arquitetura, seus moradores, hábitos e mistérios. Obra-prima do mestre do cinema italiano.

Spartaco
(Spartaco ovvero il gladiatore della Tracia, Giovanni Enrico Vidali, Itália, 1913, 90 min.)
Com Mario Guaita-Ausonia, Cristina Ruspoli, Enrico Bracci
Filme silencioso que narra a
história do lendário grego Spartacus, o escravo que se rebela contra os corruptos patrícios romanos.

Um Dia no campo
(Une Partie de campagne, Jean Renoir. França, 1936, 40 min.)
Com Sylvia Bataille, Georges Saint-Saëns, Jane Marken, André Gabriello, Jacques Borel, Paul Temps, Gabrielle Fontan, Jean Renoir
Uma família burguesa, no século 19, faz um piquenique no campo. Henriette e sua mãe se envolvem com dois camponeses que avistam no local.

Viagem à Itália
(Viaggio in Italia, Itália/França, Roberto Rossellini, 1954, 82 min.)
Com Ingrid Bergman, George Sanders, Maria Mauban, Anna Proclemer, Paul Müller, Leslie Daniels, Natalia Ray

Um rico casal de ingleses ressignifica sua relação e o amor durante uma viagem à Itália. Enquanto ela percorre os museus de Nápoles e Pompéia, ele flerta com mulheres pela Ilha de Capri.

APOIO

PATROCÍNIO E REALIZAÇÃO

circuito

Programação – Il Cinema Ritrovato on Tour

Foto: A Cor da romã, de Sergei Paradjanov

Programação

Centro Cultural São Paulo (Sala Lima Barreto)

5/Mai – quinta-feira

20h Abertura: Viagem à Itália, de Roberto Rossellini (Viaggio in Italia, Itália/França, 1954, 82 min., exibição em DCP)

6/Mai – sexta-feira

18h Mas… Meu amor não morre!, de Mario Caserini (Ma l’amor mio non muore!, Itália, 1913, 80 min., exibição em DCP)

20h Estrela encoberta de nuvens, de Ritwik Ghatak (Meghe dhaka tara, Índia, 1960, 126 min., exibição em DCP)

7/Mai – sábado

15h30 A Cor da romã, de Sergei Paradjanov (Sayat Nova, URSS/Armênia, 1969, 80 min., exibição em DCP)

17h30 Palestra com Fernanda Coelho: Uma conversa sobre Restauração cinematográfica (duração 120 min.)

20h Um Dia no campo, de Jean Renoir (Une Partie de Campagne, França, 1936, 40 min., exibição em DCP)

8/Mai – domingo

17h30 Roma, de Federico Fellini (Itália/França, 1972, 128 min., exibição em DCP)

20h Índia, de Roberto Rossellini (India: Matri Bhumi, 1959, 90 min., exibição em DCP)

9/Mai – segunda-feira
não há programação


10/Mai – terça-feira

15h O Boulevard do crime (Les Enfants du paradis, França, 1945, 189min, exibição em DVD)

20h Pão e Chocolate, de Franco Brusati (Pane e cioccolata, Itália, 1973, 100 min., exibição em DCP)

11/Mai – quarta-feira
18h Sessão de curtas Charles Chaplin (82 min.): Corrida de automóveis para meninos (Kids auto races at Venice, EUA, 1914, 7 min., exibição em DCP), Carlitos patinador (The Rink, EUA, 1916, 25 min., exibição em DCP), Carlitos guarda-noturno (Easy street, USA, 1917, 26 min., exibição em DCP), O Imigrante (The Immigrant, EUA, 1917, 24 min., exibição em DCP)

20h Spartaco, de Giovanni Enrico Vidali (Spartaco ovvero il gladiatore della Tracia, Itália, 1913, 90 min., exibição em DCP)

12/Mai – quinta-feira

18h A Cor da romã, de Sergei Paradjanov (Sayat Nova, URSS/Armênia, 1969, 80 min., exibição em DCP)

20h Mas… Meu amor não morre!, de Mario Caserini (Ma l’amor mio non muore!, Itália, 1913, 80 min., exibição em DCP)

13/Mai – sexta-feira

17h30 Aula 1 do curso “Roberto Rossellini”, com Luiz Carlos Oliveira Jr.

20h Índia, de Roberto Rossellini (India: Matri Bhumi, 1959, 90 min., exibição em DCP)

14/Mai – sábado

15h30 Viagem à Itália, de Roberto Rossellini (Viaggio in Italia, Itália/França, 1954, 82 min., exibição em DCP)

17h30 Aula 2 do curso “Roberto Rossellini”, com Luiz Carlos Oliveira Jr.

20h Paisà, de Roberto Rossellini (Itália, 1946, 134 min., exibição em DCP)

15/Mai – domingo

16h – Carrossel da esperança (Jour de fête, França, 1949, 87 min., exibição em DVD)

18h Sessão de curtas Charles Chaplin (82 min.): Corrida de automóveis para meninos (Kids auto races at Venice, EUA, 1914, 7 min., exibição em DCP), Carlitos patinador (The Rink, EUA, 1916, 25 min., exibição em DCP), Carlitos guarda-noturno (Easy street, USA, 1917, 26 min., exibição em DCP), O Imigrante (The Immigrant, EUA, 1917, 24 min., exibição em DCP)

20h Pão e Chocolate, de Franco Brusati (Pane e cioccolata, Itália, 1973, 100 min., exibição em DCP)

16/Mai – segunda-feira

não há programação

17/Mai – terça-feira
20h Spartaco, de Giovanni Enrico Vidali (Spartaco ovvero il gladiatore della Tracia, Itália, 1913, 90 min., exibição em DCP)

18/Mai – quarta-feira

19h Um Dia no campo, de Jean Renoir (Une Partie de Campagne, França, 1936, 40 min., exibição em DCP)

20h Estrela encoberta de nuvens, de Ritwik Ghatak (Meghe dhaka tara, Índia, 1960, 126 min., exibição em DCP)

19/Mai – quinta-feira

18h Paisà, de Roberto Rossellini (Itália, 1946, 134 min., exibição em DCP)

20h30 Roma, de Federico Fellini (Itália/França, 1972, 128 min., exibição em DCP)

Biblioteca Mário de Andrade (auditório Cinemário)

6/Mai – sexta-feira

15h O Boulevard do crime (Les Enfants du paradis, França, 1945, 189min, exibição em Bluray)

7/Mai – sábado

15h Pão e Chocolate, de Franco Brusati (Pane e cioccolata, Itália, 1973, 100 min, exibição em DVD)

17h Estrela encoberta de nuvens, de Ritwik Ghatak (Meghe dhaka tara, Índia, 1960, 126 min.,exibição em DVD)

8/Mai – domingo

15h Sessão de curtas Charles Chaplin (82 min.): Corrida de automóveis para meninos (Kids auto races at Venice, EUA, 1914, 7 min.), Carlitos patinador (The Rink, EUA, 1916, 25 min.), Carlitos guarda-noturno (Easy street, USA, 1917, 26 min.), O Imigrante (The Immigrant, EUA, 1917, 24 min.), exibição em DVD.

17h – Carrossel da esperança (Jour de fête, França, 1949, 87 min., exibição em DVD)

13/Mai – sexta-feira

15h Spartaco, de Giovanni Enrico Vidali (Spartaco ovvero il gladiatore della Tracia, Itália, 1913, 90 min., exibição em DVD)

17h Mas… Meu amor não morre!, de Mario Caserini (Ma l’amor mio non muore!, Itália, 1913, 80 min., exibição em DVD)

Serviço

Cinemário – Biblioteca Mário de Andrade

Lotação: 118 lugares

Ingressos: gratuitos. Retirada com uma hora de antecedência (quando houver mais de uma sessão no mesmo dia, os ingressos começarão a ser distribuídos com uma hora de antecedência da primeira sessão)

Endereço: Rua da Consolação, 94
Tel. (11) 3775-0032

Centro Cultural São Paulo
Sala Lima Barreto

Capacidade: 99 lugares.

Ingressos: R$ 1,00 e R$ 0,50 (meia-entrada)

Palestra e curso terão entrada gratuita, a distribuição de ingressos começará 1 hora antes das sessões.
End.: Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade – Centro – São Paulo.
Tel.: (11) 3397-4002.

PATROCÍNIO E REALIZAÇÃO

circuito

IL CINEMA RITROVATO ON TOUR

CICLO DE CLÁSSICOS RESTAURADOS

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – 5 A 19 DE MAIO DE 2016
BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE – 6 A 13 DE MAIO DE 2016

Programação – clique aqui

Sinopses dos filmes – clique aqui

Curso sobre Rossellini – clique aqui

Para baixar o pdf do catálogo clique aqui

Palestra – Uma Conversa sobre Restauração Cinematográfica

foto: Piazza di Maggiore, Bolonha, Itália, durante o festival

*Em sua segunda edição, evento traz longas e curtas-metragens exibidos no IL CINEMA RITROVATO, principal festival de cinema do mundo dedicado à exibição de clássicos restaurados, que acontece já há 30 anos, anualmente, em Bologna, na Itália;

*São 13 programas que reúnem clássicos italianos (Rossellini, Fellini, Franco Brusati) e do cinema mundial (estão presentes filmes de Chaplin, Jean Renoir, Jacques Tati, Sergei Parajanov);

*Além da exibição dos filmes, estão programadas ainda uma palestra sobre restauração com ex-conservadora da Cinemateca Brasileira Fernanda Coelho e um curso sobre a obra de Roberto Rossellini a ser ministrada pelo crítico Luiz Carlos Oliveira Jr. Ambas são abertas ao público em geral e têm entrada gratuita – os ingressos estarão disponíveis para retirada a partir de uma hora antes dos eventos.

O ciclo Il Cinema Ritrovato On Tour, que acontece de 5 a 19 de maio em São Paulo, exibirá, no Centro Cultural São Paulo e na Biblioteca Mário de Andrade, clássicos do cinema restaurados que fizeram parte da programação do do festival italiano Il Cinema Ritrovato e, em sua maioria, foram restaurados pelo laboratório L’Immagine Ritrovata, pertencente à Cineteca di Bologna.

O Il Cinema Ritrovato, organizado pela Fondazione Cineteca di Bologna anualmente já há 30 anos na cidade de Bolonha, é dedicado sobretudo à exibição de obras recentemente restauradas. A Cineteca possui ainda um dos principais laboratórios da Europa especializado na restauração de filmes, o L’Immagine Ritrovata. Grande parte dos filmes exibidos no evento paulistano foram restaurados por este laboratório, como os filmes italianos (de Roberto Rossellini, Federico Fellini, Franco Brusati, Mario Caserini e Giovanni Vidali), os filmes de Chaplin e os filmes restaurados por iniciativa da organização não governamental The Film Foundation (A Cor da romã e Estrela encoberta de nuvens).

Para esta segunda edição em terras brasileiras (a primeira edição teve lugar em 2011, sob o nome de A Imagem Reencontrada: Homenagem ao Il Cinema Ritrovato), foram selecionados 13 programas, a maior parte deles compostos por clássicos italianos. Porém, houve também uma especial preocupação de abrir espaço a clássicos do cinema mundial.

Entre os filmes programados, estão previstas obras que foram restauradas graças aos esforços da organização não-governamental The Film Foundation, que se dedica à proteção e à preservação da história do cinema por meio, entre outras iniciativas, da restauração de filmes fundamentais da cinematografia de países em desenvolvimento. A The Film Foundation já restaurou filmes brasileiros, mexicanos, indianos, africanos. As obras que este ano apresentamos são A Cor da romã (Sayat Nova, URSS, 1969), de Sergei Parajanov (o corte que foi objeto da restauração da Film Foundation foi o armênio, justamente, aquele que melhor correspondia à vontade do diretor em relação à forma de seu filme) e Estrela encoberta de nuvens (Meghe Dhaka tara, Índia, 1960), de Ritwik Ghatak.

Os demais programas trazem filmes de Charles Chaplin, Mario Casarini, Roberto Rossellini e Jean Renoir, entre outros. Destaque para o filme Spartaco (Spartaco, il gladiatore della tracia, Itália, 1913), de Giovanni Vidali, cuja restauração foi apenas possível graças ao fato de que existia uma cópia preservada da obra na Cinemateca Brasileira (pois, na época em que o filme foi lançado, ele estreou no Brasil).

Também merece especial atenção a versão restaurada do mítico filme de Jean Renoir, Um Dia no campo (Une Partie de campagne, França, 1936, 40 min.). Foram tantos os imprevistos em torno da filmagem deste média-metragem que Renoir acabou por abandonar o set e nunca, efetivamente, terminou a obra. Sua montagem foi realizada apenas quase uma década depois. Segundo Jane Bergstrom, especialista na obra do mestre francês: “Em nenhum outro filme, Renoir assimilou tão bem ao seu próprio estilo as heranças do Naturalismo e do Impressionismo combinadas”.

A programação inclui também a palestra “Uma Conversa sobre restauração cinematográfica”, com Fernanda Coelho, pesquisadora com mais de 30 anos de experiência na preservação audiovisual, e um curso sobre a obra de Roberto Rossellini ministrado por Luiz Carlos de Oliveira Jr, crítico e pesquisador.

Todos os filmes serão exibidos em cópias digitais (DCP, Bluray ou DVD) com legendas eletrônicas em português.

O evento tem curadoria da pesquisadora Liciane Mamede e de Guy Borlee, coordenador de programação do Il Cinema Ritrovato; patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo/Prefeitura de São Paulo; apoio da Cineteca di Bologna e do Festival Il Cinema Ritrovato; realização da Vai e Vem Produções e do Circuito Municipal de Cultura; apoio institucional do Consulado da França no Brasil, da Cinemateca da Embaixada da França e do Institut Français.

Sobre o Il Cinema Ritrovato

A Cineteca di Bologna, um dos mais renomados arquivos europeus devotados à preservação e à restauração de filmes, organiza anualmente, já há 30 anos, o festival Il Cinema Ritrovato, frequentemente referido como “o paraíso dos cinéfilos”. O evento consiste em oito dias memoráveis em que o público é convidado a mergulhar numa experiência intensa e única: são mais de uma centena de sessões permitindo-lhes (re)descobrir os clássicos por meio de versões recentemente restauradas (analógicas ou digitais); além dar-lhes a possibilidade de encontrar renomados especialistas da história do cinema, bem como protagonistas do cinema atual. Mais de 400 títulos são apresentados em seis salas de cinemas, além da maior de todas elas: a Piazza Maggiore (Sotto le Stelle del Cinema), praça central bolonhesa, que, nesse período, se transforma em uma imensa sala de cinema ao ar livre para duas mil pessoas e que fica disponível aos bolonheses e aos cinéfilos que por ali passam durante todo o verão. A 31ª edição do festival terá lugar de 25 de junho a 02 de julho de 2016.

 

APOIO

PATROCÍNIO E REALIZAÇÃO

 

circuito

8 x André Téchiné no Centro Cultural São Paulo

SCENE OF THE CRIME, Catherine Deneuve, 1986
O LOCAL DO CRIME, Catherine Deneuve, 1986

8 X Techiné – um breve panorama de André Téchiné

de 2 a 7/6
A Mostra 8 X Téchiné reúne oito filmes representativos da obra do cineasta francês André Téchiné. Além da mostra, uma palestra sobre o diretor, ministrada pelo crítico Luiz Carlos Oliveira Jr., acontecerá no dia 6/6, às 16h45, na Sala Lima Barreto. Os filmes serão exibidos majoritariamente em película. Este projeto é uma realização da Vai e Vem Produções Culturais e conta com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e do Institut Français.

12 anos – Sala Lima Barreto (99 lugares)

R$1,00 (taxa de manutenção, sem direito a meia-entrada) – a bilheteria será aberta somente no dia do evento e em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30) – os ingressos não estarão disponíveis pela internet

www Retrospectiva de diretor André Téchiné mostra a ousadia de suas atrizes (Luiz Carlos Merten – Estadão)

PROGRAMAÇÃO

dia 2/6 – terça
18h
Barroco, o jardim do suplício
20h15
As testemunhas

dia 3/6 – quarta
18h
Rosas selvagens

20h15
Os ladrões

dia 4/6 – quinta
18h
As testemunhas

20h15
Barroco, o jardim do suplício

dia 5/6 – sexta
18h
Hotel das Américas

20h15
Rosas selvagens

dia 6/6 – sábado
14h30
Os ladrões

16h45
Palestra com Luiz Carlos Oliveira Jr. sobre André Téchiné

18h45
Rendez­vouz

20h30
As irmãs Bronte

dia 7/6 – domingo
18h
O local do crime

20h
Hotel das Américas

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